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M-Pesa bloqueia mensalmente 2500 números associados à burla

Oitenta pessoas são burladas todos os dias em transações feitas através dos serviços móveis de moeda electrónica. Devido ao problema, o M-pesa bloqueia, mensalmente, cerca de 2500 números. A Autoridade Reguladora das Comunicações de Moçambique (ARECOM) fala de registo biométrico como a solução.

A Vodacom, empresa de telefonia móvel que tutela o M-Pesa, bloqueia, mensalmente, cerca de 2.500 contactos telefónicos ligados a esquemas de burla. A chefe executiva de marketing da Vodafone M-Pesa, Daisy Madeira, explicou que “este número varia, conforme os meses, e podemos dizer que vamos bloqueando 2500 a 2600 números”, e acrescentou que os números em causa não são apenas os da Vodacom.

“Não bloqueámos os números de outras operadoras, contudo garantimos que os suspeitos de burla não possam fazer chamadas para os da Vodacom”, garantiu Daisy Madeira.

Neste momento, a Vodacom sente falta de acções conjuntas, visto que a interacção com outras operadoras pode mitigar e/ou extinguir as redes de fraude monetária via telemóvel.

“Se houvesse sinergias entre todas as operadoras de telefonia móvel, ajudaria bastante os clientes, por exemplo, caso um número fosse identificado como o de burlador desta o daquela operadora, que do outro lado existisse o barramento deste número”, apelou a chefe executiva de marketing da Vodafone M-Pesa.

Enquanto a Vodacom pede ajuda dos seus concorrentes, a Movitel diz-se imune às burlas, não obstante ter recebido denúncias por parte dos seus clientes.

O Director de Marketing e Comunicação da Movitel, Hélder Cassimo, informou que a instituição já registou denúncias.

“Felizmente, as burlas não foram levadas até o fim porque nós temos estado, de forma muito activa, a dar alertas aos nossos utilizadores, através de SMS e informação geral de segurança”, explicou Cassimo.

A Autoridade Reguladora das Comunicações em Moçambique (ARECOM) sabe destas situações e diz que há necessidade de mudança. Por isso mesmo, para a identificação dos criminosos, sugere o registo biométrico e a criação de equipamentos de telecomunicações que possam monitorar as interacções telefónicas.

“A primeira coisa com a qual estamos a trabalhar, neste momento, é avançar para o registo biométrico, porque é mais seguro, visto que podemos identificar as pessoas”, esclareceu Américo Muchanga, representante da ARECOM.

Até não se encontrar uma forma de resolver o problema, o roubo via telemóvel continua e as estatísticas apontam para mais de 80 burlas diárias.

O PAIS

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