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Ministros da Defesa europeus reúnem-se hoje com foco em Moçambique e Mali

Os ministros da Defesa europeus discutem hoje a parceria União Europeia-África, com destaque para a situação de violência terrorista em Moçambique e a instabilidade política no Mali, no último dia da reunião informal, em Lisboa.

Oinício dos trabalhos do segundo e último dia desta ministerial está marcado para as 09h00 da manhã (hora de Lisboa), no Centro Cultural de Belém (CCB), onde decorrerão as sessões de trabalho.

Depois do primeiro dia que arrancou com um jantar de trabalho com o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, centrado nas relações entre a União Europeia e a Aliança Atlântica, o segundo dia foca a atenção em África.

Na quinta-feira, o ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, anfitrião da reunião, presidida pelo alto representante para a Política Externa, Josep Borrell, adiantou à Lusa alguns dos temas que estarão em cima da mesa — entre eles, a “situação de grande instabilidade” no Mali e o apoio europeu a Moçambique, que enfrenta ataques terroristas desde 2017.

De acordo com o ministro, tem vindo a ganhar força a hipótese de a UE apoiar as autoridades moçambicanas na estabilização da situação em Cabo Delgado, sendo que desde o dia 19 de maio está no terreno uma missão técnica europeia que “já produziu alguns resultados”.

“Aquilo que nós prevemos para os próximos anos é que haja uma continuação e até alargamento das missões europeias em África. Mas tem faltado o diálogo político com as autoridades competentes africanas”, observou.

Se a anterior reunião de ministros da Defesa “permitiu constatar que havia um apoio bastante amplo para uma missão da UE” em Moçambique, esta ministerial “já vai ser sobre como é que se vai concretizar essa missão, qual vai ser a natureza da missão, quais os países que têm forças disponíveis para participar nessa missão”, constituindo-se como “um passo adiante”, concretizou.

Gomes Cravinho destacou ainda que, esta sexta-feira, os ministros da Defesa se reúnem com representantes de organizações regionais africanas para discutir a dimensão Paz e Segurança da Parceria UE-África e ainda com subsecretário-geral para as Operações de Manutenção de Paz da Organização das Nações Unidas.

Sobre a instabilidade no Mali, será discutido como é que a União Europeia “deve reagir”, tendo em conta que tem uma missão de formação para as Forças Armadas malianas no terreno.

Gomes Cravinho disse que o objetivo é “encontrar a fórmula apropriada para lidar com aquilo que, para a União Europeia é um dilema”: uma situação de “instabilidade e penetração do terrorismo no Mali, na região do Sahel mais amplamente, que representa uma ameaça para a estabilidade daquela região e uma ameaça direta devido a razões geográficas, razões de proximidade, para a própria segurança da Europa”.

De acordo com o programa oficial, neste segundo dia, será também discutida a chamada ‘Bússola Estratégica’ – uma prioridade da presidência portuguesa do Conselho da UE – “no seu pilar das capacidades e com enfoque nas tecnologias emergentes e disruptivas”.

No final da reunião, está marcada uma conferência de imprensa, com início previsto para as 14h00 (hora local), na qual participam o ministro João Gomes Cravinho e o Alto Representante da UE para a Política Externa, Josep Borrell.(LUSA)

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