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Presidente da Tanzânia pede três dias de oração para combater “doenças”

O Presidente da Tanzânia, que nega a existência de novos casos de covid-19 no país, pediu hoje à população três dias de oração para combater “doenças respiratórias”, numa altura em que há indícios de um ressurgimento das infeções.

“Talvez tenhamos enfurecido Deus algures. Arrependamo-nos”, disse, durante o funeral do seu secretário principal, John Kijazi.

Magufuli tem afirmado repetidamente que a Tanzânia, um país de cerca de 60 milhões de pessoas, derrotou a covid-19 com a ajuda de Deus.

O Governo não atualiza o número de casos do novo coronavírus desde abril, o Ministério da Saúde promoveu o uso de remédios tradicionais à base de ervas e sem comprovação científica e Magufuli questiona a eficácia das vacinas contra a covid-19.

Apesar da postura do Governo, a Igreja Católica, a Embaixada dos EUA e outros protagonistas advertiram abertamente sobre um ressurgimento de casos.

Esta semana, a morte do vice-presidente das ilhas semi-autónomas de Zanzibar, Seif Sharif Hamad, chamou a atenção geral após o seu partido político, da oposição, ter dito que tinha sido diagnosticado com covid-19.

A morte de Hamad é “um sinal claro de que esta pandemia está a grassar”, disse o diretor dos Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doença, John Nkengasong, aos repórteres na quinta-feira.

Falando sobre as mortes de Hamad e Kijazi, o Presidente da Tanzânia pediu ao país que se mantivesse calmo.

“Conseguimos derrotar estas doenças respiratórias através da oração no ano passado. Tenho a certeza de que o faremos este ano”, disse num evento transmitido na televisão nacional.

Magufuli anunciou também que o ministro das Finanças, Philip Mpango, tinha sido internado num hospital da capital, Dodoma, sem avançar os motivos do internamento.(LUSA)

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