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Ministério da Saúde desencoraja auto-medicação por agravar COVID-19

O Ministério da Saúde desencoraja a auto-medicação nas pessoas, uma atitude que nos pacientes com COVID-19 agrava o quadro clínico e dificulta o processo de recuperação.

Por conta do medo que toma conta das pessoas de todo o mundo devido ao aumento de casos, internamentos e óbitos por COVID-19, circulam nas redes sociais algumas recomendações de medicação para prevenção e tratamento da doença, uma atitude que é arriscada e, por isso, desaconselhada.

Segundo o ministro da saúde, Armindo Tiago, são muitos os casos de pacientes com COVID-19, que chegam às unidades sanitárias “graves” depois de terem ingerido diversos medicamentos, o que em algumas situações complica o seu estado de saúde e dificulta o processo de recuperação.

“Cada minuto surge uma informação, que diz, por exemplo, para tomar moringa e, as pessoas estão a tomar tudo hoje em dia. Aquilo que vocês não souberem e não tiverem certeza não façam”, apelou. A auto-medicação é algo errado, e, de acordo com o governante a diferença entre veneno e medicamento está, apenas, na dose e na via em que é administrada, o que é grave e pode matar.

“Vejo tanta coisa nas redes sociais, toma isto, toma aquilo, algumas pessoas morrem nos hospitais, porque isso tem como efeito a intoxicação medicamentosa”, sublinhou o governante.

A auto medicação pode levar à morte, sendo que na maior parte dos casos agrava o quadro clínico do doente, como é o caso de alguns pacientes internados no Centro de Isolamento de COVID-19 (CICOV) que, primeiramente, optaram pela auto-medicação, o que agravou o seu estado de saúde, pela quantidade de medicamentos ingeridos.

“E isso que pode provocar insuficiência renal”, destacou.

Armindo Tiago apela ao uso racional dos medicamentos, sobretudo numa situação em que já se regista a escassez de medicamentos no país, de forma particular, e no mundo.

O ministro da saúde falava esta sexta-feira, durante um encontro com os profissionais de farmácia, onde apelou vigilância dos farmacêuticos, uma vez que cabe apenas a esses profissionais prescrever os medicamentos.

Apelou ainda aos profissionais adoptarem mecanismos para disseminar reais informações sobre como lidar com a COVID-19 e outras doenças.

Durante o encontro, Armindo Tiago mostrou-se preocupado com a especulação de preços dos medicamentos e outros artigos farmacêuticos, cujos preços variam de farmácia para farmácia e em grande percentagem, e por isso, para o ministro, urge a necessidade de acabar com o problema que tende a agravar-se.

Reagindo aos pontos arrolados pelo ministro da saúde, o presidente da Associação dos Farmacêuticos de Moçambique, Pierre Nkunda disse que “é importante prevenir e curar as doenças, mas a auto-medicação não é recomendada, por isso é preciso que passem pelos farmacêuticos para explicarem a dispensa de medicamentos, principalmente nesta altura em que há escassez de medicamentos”.

O presidente considerou também ser preocupação dos farmacêuticos, o combate e prevenção da automedicação, o combate da disseminação de falsas terapias e a especulação de preços de medicamentos, tendo prometido maior entrega para ajudar acabar com o problema.

O PAIS

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