Instituto ilegal forma professores e enfermeiros na cidade de Chimoio

Uma instituição de ensino técnico-profissional está a operar ilegalmente, desde Março deste ano, na cidade de Chimoio, em Manica.

Trata-se do Instituto Médio Politécnico de Emprego e Gestão de Negócios, que segundo apurou “O País”, não tem alvará nem autorização para funcionar.

Cerca de 200 estudantes estão inscritos para os cursos de formação de professores, enfermagem, saúde materno infantil, agro-pecuária, contabilidade e auditoria e administração e gestão de recursos humanos.

Em 2018, a instituição requereu legalização ao ministro que superintende a área de formação técnica e profissional mas ainda não recebeu resposta.

Por causa da demora, o instituto abriu as portas em Março passado e duas semanas depois encerrou devido à pandemia do novo Coronavírus.

O Instituto Médio Politécnico de Emprego e Gestão de Negócios retomou as aulas presenciais no mesmo período em que o Governo deu aval para o efeito em alguns subsistemas de ensino.

Os alunos pagavam mensalidades que variam de 2.500 a 3.500 meticais e só na semana passada tomaram conhecimento de que a instituição é ilegal, na sequência de um contacto com o Departamento de Ciência e Tecnologia em Manica.

Moisés Faraó, patrono e director do instituto, reconheceu que a instituição não tem alvará nem autorização para funcionar. A abertura sem reunir requisitos visava aliviar contas atrasadas.

“Ficamos à espera da autorização” depois da visita das autoridades locais. “Analisamos e vimos que já tínhamos cumprido tudo. Daí que presumimos que” não tendo havido resposta ao pedido para abrir as portas, “eles autorizaram de forma tácita”, considerou Faraó.

O PAIS