Filipe Nyusi diz que Mariano Nhongo não quer dialogar e “é preciso dar o que eles precisam”

Não é a primeira vez que o Presidente da República diz não haver vontade de diálogo por parte da Junta Militar da Renamo, porquanto mesmo após a trégua unilateral de uma semana, as investidas continuaram. Hoje, Filipe Nyusi voltou a abordar o tema e, falando da necessidade de responsabilizar, defendeu que “é preciso dar o que eles precisam”.

O estadista moçambicano dirigiu, esta quarta-feira, a cerimónia de graduacão de mais de 120 quadros formados no Instituto Superior de Defesa Tenente-General Armando Emílio Guebuza (ISEDEF) e apontou os principais desafios pela frente, tendo em conta o contexto tenebroso de terrorismo e conflitos armados no centro do país.

“Continuam a fazer ataques. Ontem, por exemplo, realizaram dois ataques, onde atingiram três moçambicanos, um com gravidade. Esse grupo, como se identifica, é evidente que temos de cuidá-los ao nível que precisam”, alerta.

Falou de outro tema candente, o terrorismo em Cabo Delgado, tendo avançado que há uma coordenação internacional para travar o terrorismo e desafiou aos graduados do Instituto Superior de Estudos de Defesa Tenente-General Armando Guebuza a ter como prioridade a defesa da pátria.

Aliás, Nyusi diz mesmo que a dimensão desta instituição deve se medir pelos resultados alcançados pelos seus graduados.

“É aqui onde reside a vossa missão, o vosso compromisso, o vosso orgulho e honra, a defesa da nossa soberania”, defende, para depois detalhar que “o terrorismo não se combate unilaterlamente como um Estado. É um cancro que se espalha pelo corpo que se chama mundo. Temos estado a trabalhar bilateralmente com os países da Europa, da América, da Ásia, da África, incluindo da região SADC (Comundade para o Desenvolvimento da África Austral) e há actos concretos que estão a decorrer neste aspecto e vocês serão convidados a cooperar”.

O Presidente da República diz que a defesa da pátria deve ser prioridade e os militares devem estar sempre prontos para render aos que estão no teatro operacional.

Os graduados dizem estar prontos para fazer frente aos desafios impostos. Virgínia Dias, que falava em representação dos graduados militares, assegura que “nos sentimos aptos para dar resposta aos desafios que a nossa patriótica profissão impuser”.

Foram graduados no ISEDEF 27 mestres civis e mais de 100 finalistas de cursos militares. Participou do evento, o patrono da instituição, o antigo estadista Armando Guebuza.

O PAIS