ONG critica encerramento de serviços no Hospital Central de Maputo no fim de semana

 

A organização não-governamental Observatório do Cidadão para Saúde criticou o encerramento, aos fins de semana, de alguns serviços no Hospital Central de Maputo (HCM), o maior do país, num momento em que se recomenda que se evitem aglomerados.

“O OCS entende que este cenário poderá contribuir para uma rápida propagação da pandemia de covid-19, uma vez que as unidades sanitárias são potenciais focos de transmissão e contaminação de doenças” e os doentes que procuram alguns destes serviços são obrigados todos a ter atendimento apenas em dias úteis, o que cria aglomerados, refere o Observatório do Cidadão para Saúde, em comunicado distribuído à comunicação social.

Segundo a organização, entre os serviços que são encerrados durante os fins de semana no maior hospital moçambicano destacam-se o Laboratório de Análises Clínicas e a área de Cardiologia.

“O Observatório do Cidadão para Saúde condena a ausência de esforço por parte do HCM para evitar aglomerados nos diferentes serviços de saúde, com destaque para doentes cardíacos e diabéticos que se apresentam como os mais vulneráveis à covid-19, num momento em que Maputo está declarada como uma região onde ocorre a transmissão comunitária”, refere a ONG, que considera que a abertura destes serviços no fim de semana iria diminuir as longas filas que são notáveis no HCM nos dias uteis.

A Lusa tentou, sem sucesso, contactar o Hospital Central de Maputo.

O Hospital Central de Maputo é o maior do país, contando com sete departamentos clínicos e atendendo, em média, por dia, 900 utentes.(LUSA)