Vacina contra a Covid-19 não vai impedir que pessoas adoeçam e morram, alertam cientistas

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Uma vacina ‘eficaz’ contra a Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, não vai impedir que as pessoas adoeçam e morram, revela um artigo publicado no jornal britânico Mirror Online.

Segundo os cientistas, nenhum dos ensaios clínicos que estão atualmente a decorrer têm força suficiente para garantir a formulação de uma substância que consiga travar a patologia.

Neste momento vários vacinas das grandes farmacêuticas já estão numa fase avançada de testagem – conhecida por fase três – e poderão ser declaradas eficazes num futuro próximo.

Contudo, os ensaios clínicos atuais só estão a estudar casos ligeiros a moderados da Covid-19 e os mais vulneráveis não estão abrangidos, de acordo com um relatório da publicação médica e científica British Medical Journal (BMJ).

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Peter Doshi, editor associado do BMJ, diz: “nenhum destes ensaios que estão a ser realizados está projetado com o intuito de detetatar uma redução de casos mais severos, que incluam hospitalizações, internamento nos cuidados intensivos, ou morte”.

“Essas vacinas não estão a igualmente a serem estudadas de modo a determinar se conseguem ou não interromper a transmissão do vírus”.

As vacinas que estão atualmente em teste pertencem a algumas das principais farmacêuticas no mundo, nomeadamente a Pfizer, Moderna e Johnson & Johnson.

Segundo os investigadores, as pessoas que estão a participar nos ensaios clínicos têm somente sintomas ligeiros a moderados, o que significa que testaram positivo para a Covid-19 e estão na maioria dos casos a experienciar sintomas como tosse ou dor de cabeça.

Para os académicos, os fabricantes de vacinas têm feito pouco para ‘desmistificar’ a opinião pública de que possivelmente uma vacina não vai colocar um fim ao vírus mortal.

A Moderna, por exemplo, descreve a necessidade de hospitalização como “uma variável secundária crítica”, mas o ensaio clínico que está a realizar não tem o poder estatístico para avaliar este ponto, refere Tal Zachs, o diretor médico da farmacêutica, ao BMJ.

Doshi afirma: “hospitalizações e mortes por Covid-19 são simplesmente bastante incomuns na população que está a ser estudada para que uma vacina dita eficaz consiga demonstrar diferenças estatisticamente significantes num ensaio com 30 mil voluntários”.

“O mesmo ocorre relativamente à questão se pode realmente salvar vidas ou prevenir a transmissão: os ensaios clínicos não estão formulados para determinar isso”, conclui. (NMinutos)

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