Sul-africanos protestam contra os migrantes ilegais na África do Sul

Centenas de sul-africanos marcharam, ontem, contra os migrantes ilegais na África do Sul, acusados de “roubo” de emprego e tráfico de seres humanos.

Ainda prevalece o sentimento de xenofobia na África do Sul. Sob o lema #Put_South_Africans_First, que significa primeiro os sul-africanos, centenas de cidadãos marcharam esta quarta-feira, em Pretória, a partir de Church Square até à Embaixada da Nigéria, noticiou a Africanews.

Os manifestantes acusam os migrantes estrangeiros de “roubarem” os seus postos de trabalho, quando aceitam trabalhar por baixos salários. Os migrantes também são acusados de violência e tráfico de seres humanos.

Dos migrantes mais visados pelos protestos, a maioria é de Moçambique, Lesotho e Zimbabwe. Mas também incluem-se os nigerianos, congoleses, Malawianos, etíopes e alguns de Sul da Ásia. Frequentemente, os migrantes são tidos como a causa do elevado índice de desemprego na África do Sul que é de 30%. Em 2008, pelo menos 62 pessoas morreram em ataques violentos xenófobos, seguidos de outros incidentes em 2015 e 2019. A Human Rights Watch acusa as autoridades sul-africanas de tratamento discriminatório aos estrangeiros, sobretudo, os de baixa classe.

O PAIS