Microscópios roubados no Instituto de Ciências de Saúde de Quelimane

O equipamento, usado nas aulas práticas no laboratório do Instituto de Ciências de Saúde de Quelimane, na Zambézia, desapareceu no fim-de-semana passado, quando indivíduos desconhecidos invadiram a instalações. Mas um funcionário é acusado de estar envolvido no caso.

Os aparelhos, avaliados em pouco mais de dois milhões e seiscentos mil meticais, são utilizados por 40 estudantes dos cursos de laboratório e farmácia naquele estabelecimento, de acordo com Gabriel Pedro, director da instituição lesada.

Para terem acesso ao laboratório, os presumíveis malfeitores arrombarem as janelas das instalações.

Dos 15 microscópios, quatro foram achados pela Polícia na posse de um funcionário do sector da saúde no distrito de Namacurra, cerca de 70 quilómetros da cidade de Quelimane. O visado viajava num transporte semi-colectivo de passageiros em direcção ao distrito de Gurúè, onde supostamente pretendia vender o equipamento, segundo as autoridades.

Onze microscópios foram achados numa lixeira, nas proximidades do Instituto de Ciências de Saúde de Quelimane. Em conexão com o facto, um cidadão está a contas com a Polícia da República de Moçambique (PRM), no Comando Distrital de Quelimane.

Contudo, o homem negou a acusação que pesa sobre si. Explicou que recebeu os microscópios por via um cidadão, para entregá-los a um nigeriano no distrito de Mocuba. “Eu pensava que se tratava de peças de autocarros e que devia entregar ao nigeriano em Mocuba. Portanto, eu não roubei nenhum microscópio”, justificou-se.

O acusado foi estudante do Instituto de Ciências de Saúde de Quelimane e frequentou o curso de laboratório. Ele estava afecto ao Hospital Central de Quelimane, de onde foi transferido para Hospital Geral de Quelimane devido ao alegado envolvimento no roubo de microscópios, no passado.

Mais tarde, explicaram as autoridades, o mesmo funcionário foi transferido, de novo, para o distrito de Mulumbo, depois ter sido implicado no desaparecimento de diversos artigos hospitalares.

O indiciado disse que ainda não se apresentou ao governo do distrito de Mulumbo porque aguarda procedimentos administrativos da parte da Direcção Provincial da Saúde.

Sidner Lonzo, porta-voz da PRM na Zambézia, fez saber que as autoridades estão no encalço de um funcionário do instituto, também supostamente envolvido no roubo.

O PAIS