“Renascer” vai construir 1500 casas de baixo custo para os jovens em Moçambique

O Fundo para o Fomento de Habitação lançou em Nampula a primeira pedra para a construção de casas de baixo custo, com valores de amortização que variam de cerca de 1500 meticais a 2800 meticais por mês. A prioridade vai para os jovens.

Os dados do último censo geral da população e habitação revelam que até 2017, 47,4% dos agregados familiares nacionais viviam em palhotas e 50,8% das casas dos moçambicanos eram de cobertura de capim.

E porque o artigo 91 da Constituição da República de Moçambique diz que todos os moçambicanos têm direito a uma habitação condigna e à urbanização, devendo o Estado garantir a materialização desse desafio, o Fundo para o Fomento de Habitação concebeu um projecto denominado renascer, que visa a construção de casas de baixo custo para jovens, trabalhadores do sistema formal e informal, cujo período de amortização vai até 20 anos, com uma renda mensal que não supera os 2800 meticais.

Esta sexta-feira, foi lançado o projecto na vila municipal de Ribáuè, em Nampula.

“Iremos construir casas do tipo zero, sendo que podem evoluir para tipo três, mediante a capacidade do cidadão que vai receber a casa. No fim da construção vamos atribuir uma planta da casa, iremos igualmente atribuir o mapa de quantidades e estaremos em altura de fazer o acompanhamento da evolução da casa”, garantiu Armindo Munguambe, Presidente do Conselho de Administração do Fundo para o Fomento de Habitação.

O Município de Ribáuè diz-se apostado na urbanização tendo como maior preocupação a melhoria das condições dos jovens. “Ainda neste ano vamos parcelar 500 espaços naquela autarquia, nos quais, 100 são para jovens”, prometeu Aurélio Machado, edil de Ribáuè.

Para o secretário do Estado em Nampula, para além destas iniciativas, os jovens devem encontrar outras soluções, em conjunto. “Nós como jovens, como integrantes desta sociedade, nós que estamos a enfrentar este desafio de habitação, que nos juntemos, que procuremos desenvolver um projecto colectivo de construção porque processos desenvolvidos de forma colectiva ajudar-nos-ão, em princípio, no refreamento dos custos de logística e mobilização e com base nisso poderá unitariamente conferir maior benefício”, avançou Mety Gondola.

O projecto Renascer vai construir no total 1500 casas em Maputo, Nampula e Cabo Delgado.

O PAIS