INAE diz que aumento do preço do pão é justo

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A Inspecção Nacional de Actividades Económicas (INAE) reconhece o aumento do preço que se verifica no pão e diz que as causas são justas. Entretanto, a INAE apela às panificadoras para que respeitem o equilíbrio entre o peso e o preço que estabelecem.

Desde Junho passado o preço do pão conheceu aumento de 2.5 meticais no país, com a excepção de Nampula, província que não registou aumento no preço da farinha de trigo, segundo avançou a INAE.

A inspecção assegura que as causas para o aumento do pão são justas, entretanto há um problema: o peso. É o caso do pão mais consumido, por exemplo, que passou de 8 para 10 meticais. Este deve ter 160 gramas, mas não tem sido assim em várias panificadoras.

“Outras indústrias estão abaixo deste peso. Outras ainda estão acima. Mas também constatamos que alguns dos responsáveis das padarias não tem conhecimento aprofundado acerca do peso que o pão deve ter. Por isso, há essas oscilações. As vezes há menos, as vezes há mais”, disse Tomás Timba, director de operações na INAE.

“Agora, há uma margem de erro que é admissível também por lei, que são oito gramas. Mas o ideal é que o pão tenha 160 gramas”, reiterou Timba, explicando que é essa a principal recomendação que fazem às indústrias panificadoras.

Na última semana, a INAE fez inspecção em 569 estabelecimentos em todo país. Entre os principais registos consta a apreensão de vinagre com excesso de água na província de Nampula; suspensão de 23 bares, barracas e casas de diversão nocturna por desrespeito ao Estado de Emergência em vigor, bem como o encerramento por falta de higiene de mais de duas dezenas de padarias na província de Maputo.

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