Bebé que nasceu sem ânus vai a cirurgia dentro de duas semanas no Hospital Central de Maputo

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O bebé que nasceu com múltiplas malformações congénitas tem a cirurgia ao ânus agendada para dentro de duas semanas do mês em curso no Hospital Central de Maputo. A equipa de médicos-cirurgiões da maior unidade sanitária do país garante haver soluções para os problemas que enfermam a criança.

No último domingo o Jornal “O País” publicou uma reportagem dando conta da existência de um bebé de sete meses de vida que nasceu na Matola sem ânus, que segundo a sua mãe não era operado devido a vigência do estado de emergência no país.

Esta quarta-feira feira o Hospital Central de Maputo garantiu que o pequeno Génesis será submetido primeiro a cirurgia para a reposição do ânus dado a sua urgência. O médico-cirurgião pediátrico Atanásio Taele que é igualmente Director do Serviço de cirurgia pediátrica naquela unidade sanitária em entrevista ao “O País” disse que o Hospital Central de Maputo tem condições para avançar com a cirurgia da plastia dos ânus.

“Esta criança tem a sua cirurgia agendada para a segunda semana de Julho e será feita aqui no Hospital central de Maputo. A mãe foi informada, pois que o meu colega que esteve com a mãe quando veio cá há duas ou três semanas garantiu que deu essa informação”, disse. O doente segundo o médico vai ficar muito tempo em tratamento dada a complexidade da doença que sugere um longo período de acompanhamento.

Quanto a outra malformação congénita, relacionada com a perna e o pé, designadamente Agenesia da tíbia, que resulta da não formação da tíbia que é o osso importante para suporte da perna, que compõe o joelho e tornozelo, segundo o médico ortopedista Barnabé Deuasse tem tratamento, mas não é urgente.

“Esta situação tem tratamento sim, todos livros, toda literatura está de acordo que o melhor tratamento e mais simples tratamento seria amputar e usar próteses. Então não é só amputar deixar, mas sim usar próteses. Esta cirurgia não tem urgência pode fazer a qualquer momento, mas quanto mais cedo for melhor porque a criança vai se adaptar a um membro novo que está no seu corpo e pode se adaptar com facilidade ao uso da próteses. Fora a amputação existe um outro tratamento só são tratamentos muito complexos e infelizmente os resultados não são diferentes de uma amputação” .

O médico ortopedista disse também que para este procedimento deve haver o consentimento dos pais, no caso da mãe uma vez que o pai da criança abandonou o menor assim que nasceu com múltiplos problemas de saúde.

No universo de um milhão de bebés nascidos vivos no mundo um tem Agenesia da tíbia e em Moçambique não há estatística organizada desta doença segundo Barnabé Deuasse médico ortopedista da maior unidade sanitária do país.

O PAIS