Três crianças morrem envenenadas em Nhamatanda em Sofala

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Três crianças, duas delas irmãs, de idades compreendidas entre três a cinco anos de idade, todas do sexo feminino, morreram envenenadas em circunstâncias ainda por esclarecer, no 5º bairro, da vila sede do distrito de Nhamatanda, na província de Sofala.

As menores, duas delas irmãs, morreram no final da tarde de ontem e os parentes contaram que elas saíram cerca das 15 horas para irem brincar.

“No meio da brincadeira, decidiram ir apanhar frutas da época numa casa vizinha. Por volta das 16 iniciaram o regresso a casa e pelo caminho apanharam dois pacotinhos de sumo em pó, abertos que estavam na estrada. Os pacotinhos tinham um cheiro esquisito que se parecia com um produto usado para matar ratos.

Imediatamente deitamos fora os pacotes mas minutos depois as três crianças começaram a respirar com dificuldades, a espumarem e com muita fraqueza.

Levamos os três ao hospital mas infelizmente morreram em menos de duas horas. Foram mortes que deixaram-nos como pais bastante arrasados e deixou toda a comunidade chocada”, contou João Joaquim, pai de um das menores.

O sector de saúde confirmou que as três crianças morreram envenenadas.

“A história colhida junto as famílias indicava que elas tinha consumido organofosfato, vulgo ratex. Fizemos a lavagem gástrica nas três crianças e tivemos conteúdos que compravam que as crianças tinham consumido realmente veneno. Chegaram no hospital muito debilitadas e infelizmente evoluíram para a morte”, explicou Énia Tovela, directora do Hospital Rural de Nhamatanda.

Por conta destas mortes, um cidadão, por sinal vizinho das crianças foi detido pela polícia indiciado de ser o autor do crime, ou seja, testemunhas contaram que teriam visto o indivíduo detido a atirar os referidos pacotes para o meio da rua enquanto as crianças seguiam na sua direcção e que logo de seguida o detido teria chamado o seu filho, que se encontrava a brincar com as vítimas para o interior da casa.

O detido refutou as acusações e diz que ficou igualmente chocado com a morte dos menores.

“É claro que a minha esposa e a mãe de duas das vítimas já se desentenderam várias vezes mas este não é motivo para eu matar as crianças. Alias, mesmo depois dos desentendimentos estas as crianças que morreram vazes frequentaram a minha casa para brincar com os meus filhos e até passavam refeições juntas há mais de um ano e nunca fiz mal a elas. É uma acusação absurda e sem nexo. Acredito que as autoridades encontrão explicação para estas tristes mortes”, – explicou Manecas Albano, o indiciado.

A Polícia realçou que há fortes indícios que conferem culpabilidade ao senhor Manecas Albano, mas deixou ficar claro que decorrem ainda investigações que esta a ser desencadeadas por uma equipa multi-sectorial, constituída pela SERNIC, PRM e medicina legal, com vista a esclarecer o caso.

O PAIS