Frelimo alerta para “aceleração” da pandemia, de covid-19 em Moçambique

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A Frelimo, partido no poder em Moçambique, alertou hoje para a “aceleração” da pandemia de covid-19, enquanto a Renamo e o MDM, os dois principais partidos da oposição, criticaram “os abusos” cometidos pelas autoridades durante o estado de emergência.

AFrente de Libertação de Moçambique (Frelimo), a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição, e o Movimento Democrático de Moçambique (MDM) posicionaram-se em declaração de voto, ao ratificar a prorrogação do estado de emergência no país.

“Assistimos a uma aceleração da contaminação pelo novo coronavírus no país, que já levou à transmissão comunitária em Nampula e em Pemba e ameaça a cidade de Maputo e a província de Maputo”, afirmou Lucinda Malema, vice-chefe da bancada da Frelimo na AR.

Lucinda Malema defendeu que o país deve empenhar-se na contenção da propagação pelo novo coronavírus para evitar o colapso dos serviços de saúde e uma catástrofe social.

Por seu turno, a bancada da Renamo, apesar de ter votado a favor da prorrogação, criticou os abusos das autoridades em nome da imposição das medidas do estado de emergência.

“Não podemos ignorar as gritantes violações dos direitos humanos em nome do estado de emergência”, declarou Clementina Bomba, deputada da Renamo, que leu a declaração de voto do partido.

Clementina Bomba acusou as Forças de Defesa e Segurança (FDS) de atentados à integridade física e à vida e a violação da liberdade de imprensa como casos que têm sido supostamente notados durante o estado de emergência.

Por seu turno, o chefe da bancada do MDM, Lutero Simango, criticou o agravamento das condições de vida dos vendedores informais durante o estado de emergência, apontando as medidas de reorganização do comércio informal em plena crise pandémica como causa da deterioração das condições de vida dos operadores do setor.

“A solução para o comércio informal deve ser encontrada através do diálogo, participação e envolvimento dos vendedores informais”, afirmou Lutero Simango.

O setor informal, prosseguiu, deve ser considerado parte da economia moçambicana.(LUSA)