Governo moçambicano promete concluir este ano casas para famílias retiradas das proximidades da lixeira de Hulene

O Governo moçambicano prometeu hoje concluir, ao longo deste ano, a construção das casas para as famílias retiradas das proximidades da lixeira de Hulene, onde morreram 16 pessoas soterradas em fevereiro de 2018.

“Queremos crer que ao longo deste ano as casas serão concluídas”, disse o porta-voz do Conselho de Ministros, Filimão Suaze, após uma reunião deste órgão, em Maputo, capital do país.

Numa primeira fase, o realojamento das famílias que viviam nas proximidades da lixeira de Hulene estava previsto para finais de 2018, tendo, no entanto, o Governo prorrogado o prazo para meados de 2019, mas até hoje as pessoas continuam à espera.

No total, após o desastre, 269 famílias foram retiradas das imediações da lixeira de Hulene e agora, enquanto aguardam pela conclusão das obras, vivem em casas arrendadas, que têm sido pagas pelo executivo.

Na manhã de hoje, uma parte das famílias esteve à porta do Conselho Autárquico de Maputo para reclamar contra os atrasos de dois meses no desembolso dos subsídios para o pagamento das rendas, o que levou o Conselho de Ministros a aprovar uma “transferência extraordinária” para resolver a situação.

“O desembolso visa assegurar o arrendamento de casas durante o período que falta para a conclusão das casas definitivas na área de reassentamento”, disse o porta-voz do Governo moçambicano, sem avançar o montante.(LUSA)