África do Sul diz ter 100.000 testes em atraso por falta de materiais

A África do Sul diz ter em atraso quase 100 mil testes por processar para o novo coronavírus, uma demonstração da escassez de ‘kits’ de testes e reagentes em toda a África, onde os casos continuam a aumentar.

Este desafio é causado pela limitada disponibilidade global de ‘kits’ de teste”, disse, em comunicado, o Ministério da Saúde da África do Sul, o país africano mais atingido pela pandemia de covid-19, com 27.403 casos, e o terceiro do continente com mais mortos (577).

Segundo o Governo sul-africano, é dada prioridade ao processamento de testes de pacientes internados em hospitais e profissionais de saúde.

Apesar disso, a África do Sul realizou mais testes do que qualquer outro país na África – mais de 655 mil.

As autoridades também se comprometeram a fornecer equipamento de proteção adequado para os funcionários de saúde, o que também escasseia no resto do continente africano.

Mais de 3.400 trabalhadores de saúde em África tinham sido infetados há uma semana, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

A escassez, em particular de materiais para testes, tem abalado as autoridades africanas, forçadas a enfrentar verdades incómodas: os países mais ricos estão a vencer a corrida para obter materiais cruciais e o continente depende quase inteiramente das importações de medicamentos e outros bens médicos.