PGR pede equipamentos e conhecimentos técnico-operativos

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A procuradora-geral da República de Moçambique, Beatriz Buchili, disse hoje no parlamento que é urgente que o Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic) seja dotado de equipamentos sofisticados e de conhecimentos técnico-operativos à altura da criminalidade em Cabo Delgado.

Esse esforço deve decorrer em paralelo com as ações desenvolvidas pelas forças de defesa e segurança, acrescentou Beatriz Buchili.

A responsável falava durante a informação anual da Procuradoria-Geral da República na Assembleia da República, em cumprimento de um imperativo da Constituição moçambicana.

A procuradora-geral da República avançou que a instituição tem vindo a intensificar a cooperação com os países da África Austral, em particular com os que partilham fronteira com Moçambique, para a prevenção e combate conjunto à ação de grupos armados.

“Impõe-se, ainda, o incremento da colaboração interinstitucional, com o envolvimento das lideranças comunitárias e religiosas, agentes económicos e a sociedade, em geral”, frisou Beatriz Buchili.

Ainda segundo a procuradora, em 2019 houve 28 processos abertos com um total de 60 arguidos em prisão preventiva ligados aos ataques armados no norte do país.

Ficaram em prisão preventiva 50 moçambicanos, seis cidadãos da Tanzânia, dois da Somália e igual número do Quénia.

No mesmo período, foi deduzida acusação em 23 processos e cinco processos encontram-se em instrução preparatória.

Beatriz Buchili não fez referência ao desfecho dos processos abertos, nomeadamente o número de condenados ou absolvidos.

Cabo Delgado, região onde avançam megaprojetos para a extração de gás natural, vê-se a braços com ataques de grupos armados classificados como uma ameaça terrorista e que já provocaram a morte de, pelo menos, 550 pessoas em dois anos e meio.

As autoridades moçambicanas contabilizam 162 mil afetados pela violência armada na província.(LUSA)