Moçambique pondera prolongar o calendário escolar para “recuperar o tempo perdido”

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O governo de Moçambique pondera prolongar o calendário escolar para “recuperar o tempo perdido” na sequência da interrupção das aulas devido à Covid-19, disse hoje à Lusa fonte do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano.

“Por estarmos desde março sem aulas, por exemplo, pode ser que o ano letivo não termine em outubro, como é habitual. Podemos estender o calendário para finais de novembro ou início de janeiro de 2021. A evolução dos casos e a situação conjuntural é que nos vai ajudar a definir”, disse hoje à Lusa Gina Guibunda, porta-voz do Ministério da Educação.

Quando foi declarado estado de emergência no país, no dia 01 de abril, o Ministério da Educação de Moçambique previa que se retomassem as aulas, pelo menos, em 04 de maio, mas surgiu a prorrogação e o aumento dos casos, colocando uma incógnita sobre o regresso dos alunos às escolas.

“Ainda não temos matéria para dizer que o ano letivo vai ser anulado, trata-se de uma incógnita sim, mas nós estamos a tentar resolver essa equação em função dos dados que temos”, acrescentou Gina Guibunda.

Desde que se decretou o estado de emergência em Moçambique, as aulas têm sido dadas através da televisão, rádio e plataformas digitais, mas organizações não governamentais alertam para as limitações deste modelo, tendo em conta que a maior parte das famílias no país não tem acesso a estes meios, principalmente nas zonas rurais.

No reajuste do calendário escolar, “vai ser estipulado um tempo para a revisão das matérias que têm sido veiculadas através das plataformas”, avançou a porta-voz do Ministério da Educação.(LUSA)