Governo paga milhões de dólares para tentar evitar a extradição de Manuel Chang

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Uma investigação do Centro de Integridade Pública (CIP) concluiu que o Governo moçambicano já gastou, pelo menos, 23 milhões de rands (mais de um milhão e meio de dólares) aos advogados que lutam pelo repatriamento de Manuel Chang.

Chang, ex-ministro das Finanças e deputado da Frelimo, está, desde finais de 2018, detido na África do Sul, a pedido dos Estados Unidos para responder a crimes de conspiração financeira, alegadamente por ter participado no caso das “Dívidas Ocultas”.

O valor apurado pelo CIP foi pago à Mabunda Incorporated Attorneys At Law, uma firma sul-africana de advogados, que representa a Procuradoria-Geral da República (PGR).

A firma foi, segundo o CIP, contratada, por um ano, em Julho de 2019, “pela PGR para representar o Estado moçambicano no processo de extradição, que corre trâmites na República da África do Sul (RSA).”

Na documentação obtida pelo CIP, consta que a Mabunda Incorporated Attorneys deveria “aderir a meios alternativos, incluindo fazer recurso aos canais diplomáticos para persuadir as autoridades da RSA a extraditar o Sr. Chang para Moçambique”.

Manuel Chang, de acordo com um tribunal sul-africano, pode ser extraditado para Moçambique ou Estados Unidos, devendo a decisão final ser feita pelo ministro da Justiça, Ronald Lamola.

Recorde-se que Lamola teve sucesso na solicitação da revisão da decisão do seu antecessor, Michael Masutha, que havia ordenado a extradição de Chang para Moçambique.

VOA