Renamo acusa polícia de tentar “empurrar” partido para guerra

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A Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) acusou hoje a Polícia da República de Moçambique de estar a tentar “empurrar” o partido para uma nova guerra, recusando qualquer responsabilidade pela violência armada no centro do país.

Responsabilizar a Renamo pelos ataques no centro “é uma vã e inglória tentativa da polícia de pretender empurrar a Renamo para uma guerra porque não vai conseguir, essa não é nossa agenda”, disse o porta-voz do partido, José Manteigas, falando em conferência de imprensa em Maputo.

Em causa está a detenção, na quarta-feira, de seis indivíduos suspeitos de envolvimento em ataques armados no centro de Moçambique, um grupo que, segundo a polícia moçambicana, pertence à Renamo e é responsável pela violência que se tem registado desde agosto naquela região do país.

Para o porta-voz do principal partido de oposição, as acusações da polícia moçambicana são infundadas e revelam a incapacidade das autoridades em apresentar respostas aos ataques.

“Caso a polícia não seja capaz de travar os ataques, deve pedir socorro a quem é capaz e não pôr em causa o bom nome do partido, que de forma incansável luta pela manutenção da paz, reconciliação e harmonia social”, declarou.

O partido reitera que as autoridades devem criar uma comissão de inquérito para investigar a autoria dos ataques armados no centro do país, reiterando que a Renamo não está ligada às incursões.

LUSA