Cancro do colo do útero: Cinco causas e cinco sinais de alarme

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Também chamado de cancro cervical, pode ser prevenido a partir de hábitos simples, porém bastante eficazes.

O que é?

O colo do útero está localizado no final da vagina, ou seja, entre os órgãos externos e internos, o que o torna mais exposto ao risco de contrair doenças.

Este tipo de tumor é provocado por uma infecção persistente por alguns tipos do Papilomavírus Humano, conhecidos popularmente como HPV.

Trata-se de uma infecção extremamente comum e que não evolui para tumor na maioria das vezes. Porém, em alguns casos, ocorrem alterações que tornam as células malignas e, deste modo, propiciam o cancro. A doença geralmente é na maioria das vezes detetada através da realização de exames preventivos, como o papanicolau, e tem uma elevada taxa de cura.

Tipos

O cancro do colo de útero é classificado a partir da sua aparência no microscópio. A maioria dos casos é carcinoma de células escamosas, ou seja, desenvolve-se a partir de células da parte externa do colo do útero que apresentam características escamosas. Normalmente originam-se na zona de encontro da parte interna e externa do corpo.

Uma outra variante deste tumor é denominada de adenocarcinoma, que se desenvolve a partir de células glandulares localizadas na parte interna do órgão.

Menos comum, existe o tipo que combina características de carcinomas e adenocarcinomas, sendo chamado de carcinoma adenoescamoso ou carcinoma misto.

Causas

A principal causa de cancro de colo de útero é a infecção persistente pelo vírus do Papiloma Humano, conhecido popularmente como HPV. Alguns fatores de risco podem facilitar esse tipo de situação:

– Início precoce da atividade sexual;

– Múltiplos parceiros;

– Tabagismo;

– Uso prolongado de pílulas anticoncepcionais;

– Má higiene.

Sintomas de cancro do colo do útero

Este cancro, na maioria dos casos, desenvolve-se lentamente e pode não apresentar sintomas na fase inicial. As manifestações surgem em casos mais avançados e as mais comuns são:

– Sangramento vaginal intermitente;

– Sangramento após relação sexual;

– Corrimento vaginal anormal;

– Dor abdominal;

– Queixas urinárias e intestinais.

Prognóstico

A doença, quando diagnosticada precocemente ou em fase não invasiva, apresenta uma elevada taxa de cura. Contudo, a patologia cancerígena pode causar alguns problemas relativamente à fertilidade e à sexualidade da mulher. Por isso, é de extrema importância uma boa comunicação com o médico durante todo o tratamento.

É possível prevenir?

A prevenção contra o cancro do colo do útero está diretamente relacionada à diminuição do risco de contágio pelo HPV. Por isso, é possível prevenir-se efetivamente com as seguintes ações:

Vacina

A vacina tetravalente contra o HPV protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV.

Exame preventivo

Mesmo as mulheres vacinadas devem fazer o exame preventivo Papanicolau periodicamente a partir dos 25 anos, pois a vacina não protege contra todos os tipos oncogénicos do HPV.

O exame é capaz de detectar lesões na área acometida pela infecção precocemente, antes mesmo de apresentar sintomas. Por esse motivo é tão importante e deve ser feito anualmente.

Preservativo

O contágio pelo HPV pode ser evitado parcialmente por meio do uso de preservativo, tanto feminino ou masculino. Contudo, o contato com a pele da vulva, região perineal, perianal e bolsa escrotal também podem transmitir a infecção.

Não fumar

A doença está diretamente relacionada à quantidade de cigarros fumados, portanto, o ato de não fumar previne efetivamente não só o cancro do colo do útero, mas também o aparecimento de outros tipos de tumores.

Por fim, a prevenção é sempre o melhor caminho. Ao perceber ou sentir qualquer alteração ou sintoma, procure um médico o mais rápido possível.

(Noticias ao minuto)