Comer tâmaras no fim da gravidez acelera trabalho de parto

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Atâmara é uma fruta que existe há milhares de anos. Por ser rica em fibras, quem sofre com problemas digestivos costuma consumir a fruta para aliviar problemas de intestino preso. E agora estudos apuraram que a tâmara também traz benefícios para as gestantes prestes a dar à luz.

Quais os benefícios da tâmara?

Além do alto elevado teor de fibra, a tâmara também está repleta de antioxidantes. “Os antioxidantes limpam o organismo dos radicais livres. Retiram o que não faz falta, tornando-os substâncias incapazes de nos fazer mal”, afirma o dermatologista e nutrólogo Rafael Soares.

Por ser uma fonte de frutose, a fruta também é utilizada para substituir o açúcar para adoçar outros alimentos. Inclui ainda quantidades generosas de potássio, ácido fólico, vitaminas A e K.

Como a tâmara acelera o trabalho de parto?

O consumo da fruta para auxiliar no final da gestação não é novidade. Já o Alcorão, o livro sagrado do Islão, indica a ingestão da fruta para mulheres em trabalho de parto e pós parto. “É possível que a tâmara tenha substâncias semelhantes a ocitocina, que aumenta a força e efetividade da contração no final da gestação, quando o útero está a preparar-se para entrar em trabalho de parto”, conta a médica ginecologista Ana Thais Vargas.

Um estudo realizado em 2017, analisou os efeitos da tâmara em 154 gestantes. O grupo foi dividido em 77 mulheres que consumiram seis tâmaras por dia e outro que evitou a ingestão da fruta.

Em comparação com o grupo que não comeu as tâmaras, as mulheres que ingeriram a fruta chegaram ao hospital com 2cm a mais de dilatação, sendo que o trabalho de parto levou oito horas a menos que as outras mulheres.

Como consumir tâmaras na gravidez

A fruta deve ser consumida in natura a partir das 36 semanas de gravidez, com a ingestão de seis tâmaras por dia, por pelo menos 20 dias antes do parto. Apesar das poucas evidências, comer tâmaras não causa nenhum malefício ao bebé ou para a mãe, portanto, o seu consumo pode ser utilizado como auxílio para as gestantes.

Mas, atenção. Os estudos não foram realizados em mulheres com diabetes gestacional ou outras complicações, logo nesses casos é necessário pedir uma opinião médica personalizada.(Noticias ao minuto)