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Mobilidade eléctrica pode melhorar economia de combustíveis em Moçambique

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A promoção da mobilidade eléctrica no país pode contribuir, a médio e longo prazo, para uma redução dos problemas de saúde pública; uma maior economia de combustíveis em veículos; melhor oferta de transporte, usando diferentes fontes de energia; bem como a melhoria da mobilidade, sobretudo nos grandes centros urbanos.

As constatações foram apresentadas, ontem, no seminário de divulgação do programa de mobilidade eléctrica no país, do Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME), em colaboração com o Programa das Nações Unidas para o Ambiente (UNEP), que junta em Maputo especialistas para a apreciação do estudo.

O director nacional de Hidrocarbonetos e Combustíveis, Moisés Paulino, discursando na sessão de abertura do evento, disse, a título de exemplo, que o país consome cerca de 1.7 milhões de metros cúbicos de combustíveis por ano.

Porém, se o consumo for feito de forma eficiente, através do uso em veículos menos poluentes, assim como a diversificação por fonte energética, com a aposta em carros ou comboios eléctricos e movidos a gás natural, é, segundo a fonte, possível reduzir os actuais custos com a aquisição de combustíveis líquidos e os cuidados de saúde, devido às doenças respiratórias.

O parque automóvel nacional tem registado um crescimento assinalável, daí que urge a tomada de medidas, que possam garantir o uso mais eficiente e sustentável dos combustíveis e introduzir outras fontes energéticas menos poluentes e amigas do ambiente.
“Pretendemos, com este evento, colher contribuições para a elaboração de uma política e estratégia que assegurem a introdução do transporte eléctrico para solucionar com menos custos os problemas de mobilidade e do meio ambiente, sobretudo nas grandes cidades”, disse Paulino, citado pela AIM.

O director disse, por outro lado, que o país possui uma óptima matriz energética desde a energia hídrica, solar, eólica, possui o carvão para além do gás, fontes que possibilitam ao país avançar no projecto sem grandes transtornos.

Na componente de mobilidade eléctrica, segundo a fonte, há acessórios, cuja matéria-prima para a sua produção depende de minerais, que abundam no país, caso da grafite, a base de produção das baterias, que armazenam a própria carga.

Segundo as estatísticas dos Transportes e Comunicações e as estimativas populacionais do Instituto Nacional de Estatística (INE), a cidade de Maputo, onde estão registados 40,1 porcento do parque automóvel nacional de 735.954 unidades, existe um carro ligeiro ou pesado para cada quatro habitantes.

JN