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Universidade desenvolve um útero artificial para ajudar os bebés prematuros

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A Universidade de Tecnologia de Eindhoven está a desenvolver um útero artificial para bebés prematuros que espera ter pronto para utilizar em clínicas nos próximos cinco anos.

Este ventre distingue-se das existentes incubadoras por procurar simular um ambiente orgânico e mais natural. O bebé é colocado num líquido semelhante ao que se encontra no ventre materno, que ajuda a desenvolver os pulmões, e envolvido numa placenta falsa através da qual absorve o oxigénio e nutrientes necessários ao desenvolvimento. Existem outras vantagens, uma vez que alguns bebés prematuros nascem sem os intestinos e pulmões totalmente formados. Isto faz com que os bebés possam sofrer danos irreversíveis quando os médicos forçam o processamento de oxigénio pelo próprio organismo do bebé.

Ao The Guardian, Guid Odei, professor na Universidade de Tecnologia de Eindhoven, explica que “quando pomos os pulmões de volta debaixo de água eles podem finalmente desenvolver-se e amadurecer, mas o bebé vai receber o oxigénio e nutrientes através de um cordão umbilical, tal e qual um útero natural”.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), todos os anos nascem cerca de 30 milhões de bebés antes das 37 semanas de gestação, sendo estes considerados prematuros e extremamente prematuros antes das 28 semanas. Destes 30 milhões, os que nascem com 28 semanas têm cerca de 89% de hipóteses de sobreviver, mas o que nascem com 22 semanas ou menos têm no máximo 10%, de acordo com a tommys.org.

Por enquanto as experiências vão sendo feitas em animais, e com sucesso. “As experiências realizadas são muito importantes porque mostram que, de facto, é possível manter um animal vivo durante quatro semanas num ambiente liquido”, afirmou Odei ao jornal inglês.

O projeto foi financiado em cerca 1,6 milhões de euros pelo fundo Horizon 2020 EU, que procura estimular a competitividade da União Europeia ao apoiar projetos inovadores nos estados membros, e segue um princípio semelhante ao utilizado por cientistas norte-americanos que o aplicaram a uma ovelha. Espera-se que esteja pronto para utilização nos próximos cinco anos.

Observador