Comandante da Polícia de Moçambique insurge-se contra corrupção no Aeroporto de Maputo

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O Comandante-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Bernardino Rafael, insurgiu-se ontem contra a corrupção que grassa no Aeroporto Internacional de Maputo, caracterizada por roubo de bagagens, entrada ilegal de imigrantes, tráfico de produtos faunísticos banidos, entre outros males.

Bernardino Rafael manifestou o seu desagrado durante a formatura de agentes da PRM afectos à 11ª esquadra, que tem a responsabilidade de controlar a circulação de passageiros nacionais e estrangeiros no Aeroporto Internacional de Maputo.
“O nosso património está a servir de corredor de entrada de indivíduos estranhos, imigrantes ilegais. O povo grita que vocês estão a deixar manusear aqui produtos proibidos, a droga, e ainda deixam sair derivados de nossos animais protegidos dentro do Aeroporto”, disse o Comandante da PRM.
No caso da entrada de imigrantes ilegais no país, a maioria chega em trânsito para a vizinha África do Sul.

Por isso, Bernardino Rafael estabeleceu um prazo de 15 dias aos diferentes ramos da PRM afectos no aeroporto para a elaboração de um plano para erradicar os males que enfermam aquela infra-estrutura.

“Nós recebemos queixas todos os dias. São problemas de imigrantes ilegais, problemas de circulação de encomendas de drogas e pessoas de limpeza que têm acesso a lugares proibidos”, disse, deplorando o facto de a fronteira do Aeroporto Internacional servir de local para disputa de passageiros ilegais, em alguns casos na posse de objectos que atentam contra a segurança do país.

“Vocês esqueceram que o aeroporto é uma fronteira, esqueceram a vossa missão”, disse o comandante, para de seguida acrescentar que as autoridades policiais foram instruídas a apertar o controlo fronteiriço nesta fase em que decorre a campanha eleitoral, rumo às eleições de 15 de Outubro próximo.
Infelizmente, disse a fonte, é algo que está longe de acontecer no Aeroporto Internacional de Maputo.

“Vocês não têm vergonha?”, questionou, afirmando que os agentes afectos no aeroporto transformaram aquela fronteira “num dumba nengue” (mercado informal, na língua local).

Bernardino Rafael aproveitou a oportunidade para lançar mais um apelo dirigido à população moçambicana para evitar ataques de retaliação em resposta à violência xenófoba que se regista na vizinha África do Sul contra cidadãos estrangeiros.

(Jornal noticias)