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Ossufo Momade assegura que o partido vai cumprir com o acordo assinado com o Governo

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O presidente da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), Ossufo Momade, minimizou as acusações do braço armado do partido que contesta sua liderança, reafirmando o seu compromisso com o acordo de paz recentemente assinado com o Governo.

“Nós assinámos um acordo, ninguém foi comprado. Eu tenho a minha consciência no lugar”, disse o presidente da Renamo, citado hoje pelo jornal O País.

Em causa está a contestação do grupo que se autoproclama Junta Militar da Renamo e que acusa o atual líder do partido de estar ao serviço do Governo da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), violando as orientações e o espírito das negociações iniciadas pelo líder histórico do partido opositor, Afonso Dhlakama, falecido em 2018.

O líder da Renamo, que falava em comício no distrito de Memba, na província de Nampula, assegurou que o partido vai cumprir com o acordo assinado com o Governo, refutando as acusações do grupo que contesta sua liderança.

“Para a implementação de qualquer atividade que tenha em vista ultrapassar as dificuldades que o país enfrenta é necessário um ambiente de paz, unidade e reconciliação. Com o acordo assinado, estão efetivamente criadas estas condições”, afirmou num outro comício na cidade de Nacala, também em Nampula.

No sábado, a autoproclamada Junta Militar da Renamo considerou nulo o Acordo de Paz e Reconciliação assinado entre o Governo moçambicano e o principal partido de oposição no país, reiterando a sua contestação à liderança daquela força política de oposição.

Na nota, o grupo, que se descreve como uma estrutura militar da Renamo “entrincheirada nas matas” com 11 unidades militares provinciais, reitera que não vai entregar as armas no quadro do acordo de paz assinado com o Governo sob liderança de Ossufo Momade, acrescentando que vai assumir oficialmente todos os poderes de decisão e administração ligados à Desmilitarização, Desarmamento e Reintegração (DDR) da Renamo.

LUSA

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