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Junta militar da Renamo quer novo acordo com Governo

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A autoproclamada Junta Militar da Renamo (JMR) vai renegociar com o Governo os acordos de Paz e de cessação das hostilidades militares, após considerar “nulo e sem efeitos” os dois acordos assinados pelo Presidente moçambicano e o líder da Renamo.

Para o grupo, os dois acordos, que classifica de “secretos” e que não os vincula, são “fruto de um ato de traição”, por terem sido assinados à revelia do Conselho Nacional do partido, a bancada na Assembleia da República e do Estado-Maior General da Renamo, além de violarem o espírito do acordo assinado pelo líder histórico, Afonso Dhlakama, falecido em 2018.

O grupo, prosseguiu João Machava, conta agora com um apoio de 500 guerrilheiros que estão nas 11 unidades militares provinciais, e não tem financiamento interno ou externo.

Reiterou que o grupo não vai entregar as armas no quadro do acordo de paz assinado com o Governo sob liderança de Ossufo Momade, acrescentando que pretende assumir oficialmente todos os poderes de decisão e administração ligados à Desmilitarização, Desarmamento e Reintegração (DDR) da Renamo.

“Nós vamos continuar nas matas com armas, que têm munições e operacionais”, frisou João Machava, caso o grupo não lidere o processo de desarmamento, desmobilização e reintegração da ala militar, declinando alegações sobre negociações internas para consensos no partido.

Ainda segundo o responsável, o grupo que fez a entrega das armas no arranque do processo regressou às bases do partido.
O braço armado da Renamo acusa Ossufo Momade de estar ao serviço do Governo da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, no poder) e de ter sido eleito por “maioria ilegítima” e “infiltrado” pelo SISE (serviços secretos) moçambicanos, no congresso de janeiro.

LUSA

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