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Capturados leões que aterrorizavam população em Gaza

A Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) capturou, quinta-feira, um grupo de sete leões problemáticos que ameaçavam a vida dos residentes da comunidade “Década da Vitória”, no distrito de Massingir, província de Gaza.

A operação surge em resposta a um pedido formulado à ANAC pelo governo de Gaza para intervir na mitigação do conflito homem/fauna bravia, particularmente com os leões que vinham perseguindo residentes e impediam a realização de trabalhos no interior da concessão de Massingir Safaris, explica um comunicado de imprensa do Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural (MITADER).

O caso mais recente ocorreu quando um cidadão foi devorado por uma leoa.
O director do Serviço de Protecção e Fiscalização na ANAC, uma instituição subordinada ao MITADER, revelou que um dos sete leões capturados é uma leoa, que devorou um cidadão, tendo sido abatida para evitar casos de reincidência.
“Os restantes foram transferidos para uma área de conservação protegida por uma vedação eléctrica em Karingane, para futura reintrodução no Parque Nacional do Zinave”, lê-se no documento.

Durante a operação também foi colocado um colar transmissor a um macho, para monitorar os movimentos dos animais.
“A operação, que teve uma duração de 16 horas, decorreu dentro dos parâmetros normais para este tipo de intervenção. Os animais foram atraídos para o local pretendido por uma carcaça, que serviu de isca, tendo de seguida sido imobilizados no local com recurso a tranquilizantes injectados por meio de equipamento apropriado e depois transferidos para o novo habitat”, refere o comunicado.

Entretanto, decorre nas proximidades daquela área uma operação semelhante, desta feita para retirar búfalos, que estão a destruir as culturas da população local.
Os búfalos estão a ser realocados na Reserva Especial do Maputo, onde existem condições ecológicas para esta espécie animal.

A ANAC, entidade responsável pela gestão das Áreas de Conservação em Moçambique, que abarcam cerca de 25 por cento do território nacional, continua em estado de alerta para qualquer intervenção face aos riscos associados à ocorrência de casos de conflito homem/fauna bravia. (AIM)

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