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Governo moçambicano distancia-se da suposta existência de grandes reservas de ouro em Cabo Delgado

O Instituto Nacional de Minas de Moçambique distancia-se da informação veiculada esta semana, dando conta da existência de enormes quantidades de ouro no posto administrativo de Nairoto, no distrito de Montepuez, em Cabo Delgado, norte do país.

Num comunicado enviado à Rádio Moçambique, a instituição diz que há trabalhos de prospecção de ouro, mas que os estudos efectuados até ao momento ainda não são conclusivos em relação às reservas totais do minério.

O comunicado surge em resposta à uma notícia publicada esta semana dando conta de que o país poderá entrar na lista dos maiores produtores de ouro do mundo, depois de uma suposta confirmação pela Mwiriti Lda, uma das maiores mineradoras moçambicanas de pedras preciosas, da existência de grandes reservas de ouro naquela província.

A notícia citava Azghar Faqhr, director-geral da Mwiriti, Lda, a dizer que “os primeiros resultados de pesquisa indicam uma reserva de ouro, cerca de seis vezes maior do que a que foi descoberta na África do Sul”.

A Mwiriti Lda chegou a Nairoto em 2003, através de uma concessão florestal para a criação de uma reserva de caça desportiva. No entanto, a partir de 2015 passou a realizar pesquisas de minérios, tendo até agora investido cerca de 11 milhões de dólares norte-americanos, parte dos quais, mais da metade aplicados na aquisição e instalação de equipamentos no local da futura planta de processamento de ouro.

No seu comunicado, o Instituto Nacional de Minas refere que o anúncio de dados sobre descobertas de recursos minerais é da responsabilidade do Governo de Moçambique.
(AIM)

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