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Governo moçambicano contorna questão sobre valor da ajuda às vítimas dos ciclones Idai e Kenneth

O Governo moçambicano evitou hoje uma resposta no parlamento à questão sobre o montante exato da ajuda que recebeu do movimento de solidariedade para com as vítimas dos ciclones Idai e Kenneth no centro e norte do país.

A pergunta sobre os valores da ajuda interna e internacional às vítimas dos ciclones foi formulada pela bancada da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição, na sessão parlamentar de perguntas ao Governo, que terminou hoje.

Tanto o primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, como a ministra da Administração Estatal, Carmelita Namashulua, que tem a tutela da assistência humanitária, evitaram uma resposta direta à questão.

Carlos Agostinho do Rosário defendeu que o apoio destinado às vítimas das calamidades naturais tem sido gerido com transparência pelo Instituto Nacional de Gestão de Calamidades Naturais (INGC), em coordenação com o Programa Alimentar Mundial (PAM).

“A receção, gestão e distribuição dos donativos é gerido pelo INGC em coordenação com o PAM”, disse Carlos Agostinho do Rosário.

O chefe do Governo adiantou que todas as operações de assistência humanitária a cargo do Governo serão auditadas por uma entidade externa.

Por sua vez, a ministra da Administração Estatal também evitou responder à pergunta sobre os valores da ajuda.

O ciclone Idai atingiu o centro de Moçambique em março, provocou 603 mortos e afetou cerca de 1,5 milhões de pessoas, enquanto o ciclone Kenneth, que se abateu sobre o norte do país em abril, matou 45 pessoas e afetou 250.000.

O Governo moçambicano anunciou esta semana que vai pedir aos doadores 3,2 mil milhões de dólares (2,8 mil milhões de euros) para a reconstrução das infraestruturas destruídas pelos dois ciclones.

LUSA

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