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Estados Unidos da América apela à Renamo a iniciar desarmamento

O governo dos Estados Unidos da América apela ao maior partido da oposição em Moçambique, a Renamo, a iniciar, imediatamente, o processo de desarmamento e desmobilização dos seus homens armados.

“Apelamos à Renamo para que honre essa promessa, através do início imediato do processo para o qual a comunidade internacional organizou apoio técnico e financeiro significativo”, lê-se no comunicado de imprensa da Embaixada dos EUA em Moçambique, a que a AIM teve hoje acesso.

Entretanto, o governo dos EUA aplaude a contraparte moçambicana pela nomeação definitiva, semana passada, dos generais provenientes da Renamo, no âmbito da implementação do Memorando de Entendimento sobre Assuntos Militares.

A fonte afirma que o governo e a Renamo devem dar passos simultâneos para cumprir com o Memorando.

Segundo a nota, os Estados Unidos esperam que o Governo e a Renamo assinem o acordo definitivo de cessação das hostilidades militares e de paz até Abril do corrente ano, “o mais tardar”.

“É essencial uma aderência rigorosa a este prazo por ambas as partes para manter a assistência contínua da comunidade internacional, e garantir que as eleições de Outubro de 2019 possam ocorrer numa atmosfera livre da ameaça de violência renovada”, diz a fonte.

O Governo dos EUA congratula, igualmente, o Grupo Técnico Conjunto para o Desarmamento, Desmobilização e Reintegração que concordou em iniciar reuniões preparatórias semanais para o processo de desmilitarização e reintegração.

“Estes anúncios simultâneos promovem a confiança no compromisso partilhado relativamente ao processo de paz”, afirma o comunicado.

Através do comunicado, além de alcançar um acordo de paz duradouro, o governo dos EUA reitera o compromisso em trabalhar com a contraparte moçambicana e a com a Renamo na realização, no país, de eleições (gerais e provinciais) livres, justas e credíveis, marcadas para 15 de Outubro do corrente ano.

“Estes objectivos são essenciais para atrair o investimento internacional e interno que irá alimentar o desenvolvimento social e económico contínuo desta grande Nação. São também aquilo que o povo moçambicano merece”, vinca a nota.

(AIM)
ac/mz