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Polícia moçambicana detém 12 ugandeses suspeitos de ataques armados em Cabo Delgado

A polícia moçambicana deteve 12 ugandeses no centro do país por suspeita de estarem envolvidos nos ataques armados no norte, disse hoje à Lusa fonte da corporação.

O grupo foi detido no domingo, em Chimoio, capital da província de Manica, a cerca de 900 quilómetros da região dos ataques, Cabo Delgado.

Os suspeitos seguiam num autocarro com destino à capital moçambicana, Maputo, e foi-lhes apreendido dinheiro em diferentes divisas, de Moçambique, África do Sul e Uganda, num montante equivalente a 2.000 euros.

A polícia apreendeu ainda 16 telemóveis, quatro lanternas e um computador portátil.

“Quando a polícia os interpelou, afirmaram que tinham como destino o Zimbábue”, mas seguiam num autocarro na direção oposta, o que levantou dúvidas, acrescidas pelas “somas monetárias, os telemóveis e o computador” que possuíam, disse Mateus Mindu, porta-voz do Comando da Polícia de Manica.

“Há dias foram detidos cidadãos ugandeses”, em Nampula, norte de Moçambique, indiciados por estarem envolvidos em ataques, recordou Mateus Mindu, ao justificar a detenção e referindo que há um trabalho de perícia em curso para averiguar eventuais ligações entre uns e outros.

O grupo detido deixou a capital do Uganda, Kampala, em 29 de janeiro, e viajou por terra, atravessando a Tanzânia e o Maláui, até chegar a Moçambique.

Um dos membros, Samuel Mukasa, negou à Lusa qualquer envolvimento em violência em Cabo Delgado, e disse que pretendiam chegar a Harare, capital do Zimbábue, de onde receberam uma promessa de emprego em campos agrícolas.

Apesar de conhecer a difícil situação económica do Zimbábue, referiu que, ainda assim, “é melhor” do que aquela que se vive no país onde residem e de onde saíram.

LUSA