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Hidroelétrica de Cahora Bassa proíbe Igreja Universal de utilizar sua marca em atividade religiosa

A Hidroelétrica de Cahora Bassa (HCB), empresa de energia estatal moçambicana, classificou como ilegal a utilização da sua barragem no anúncio de uma atividade religiosa.

“A HCB endereçou uma carta à Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) em que solicitou a suspensão, com efeitos imediatos, de todas e quaisquer atividades que envolvam a utilização ilegal das imagens do empreendimento de Cahora Bassa ou da marca”, refere a empresa, em comunicado divulgado na terça-feira.

Em causa está um vídeo divulgado via televisão, em Moçambique, em que a IURD anuncia que a água de Cahora Bassa, usada para produzir eletricidade, é também “uma fonte de força e geradora de energia para os crentes”, descreve a HCB.

A energética queixa-se ainda de a igreja “ter anunciado que iria recolher pequenas quantidades de água para a realização de atos religiosos que terão lugar no dia 11 de fevereiro”.

“A HCB distancia-se destes atos, totalmente contrários aos objetivos empresariais prosseguidos pela HCB, espelhados na sua visão e missão, e que não refletem os princípios e valores éticos que orientam a sua atividade”, acrescenta-se no documento.

A situação justifica o pedido endereçado à IURD, assinala a empresa, que fecha o comunicado com o ‘slogan’ usado pelo empreendimento: “Cahora Bassa, o orgulho de Moçambique”.

A Lusa pediu esclarecimentos junto da igreja, mais ainda não obteve resposta.

Situada no rio Zambeze, na província de Tete, centro de Moçambique, a barragem é a maior da África Austral e, além de abastecer o mercado de Moçambique, a HCB fornece energia elétrica a outros países.

LUSA

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