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A saída de Ossufo Momade da Gorongosa depende do enquadramento dos guerrilheiros no exército e na polícia

A saída do presidente da principal força de oposição moçambicana, Ossufo Momade, da serra da Gorongosa está dependente do enquadramento do braço armado do partido no exército e na polícia, disse hoje fonte da Comissão Política do Partido.

“[A saída de Ossufo Momade da Gorongosa] depende dos consensos porque nós não podemos abandonar os nossos homens de qualquer maneira. Ele vai sair só depois de traçarmos uma estratégia e sabermos que os nossos irmãos não estão abandonados”, disse Gania Mussagy, membro da Comissão Política da Renamo, em declarações aos jornalistas à margem de uma reunião do partido em Maputo.

Ossufo Momade, que foi eleito presidente no último congresso do partido no mês passado, transferiu-se de Maputo para a Serra da Gorongosa em junho do ano passado, ainda como líder interino, após a morte, a 03 de maio, de Afonso Dhlakama, que presidiu o partido por 39 anos e que residia precisamente na Serra da Gorongosa.

De acordo com a responsável da Comissão Política da Renamo, o partido espera que dentro de dois meses o processo de enquadramento do seu braço armado nas forças armadas e polícia seja concluído, no âmbito do memorando assinado em agosto entre o chefe de Estado, Filipe Nyusi, e o líder da Renamo.

“O trabalho está andando e nós trabalhámos muito com a ideia de que aquilo que se diz é o que se vai cumprir. Não gostamos de desconfiar daquilo que foi combinado”, concluiu Gania Mussagy, frisando, no entanto, que a saída de Momade da Gorongosa está refém deste ponto negocial, quando faltam oito meses para as eleições gerais moçambicanas.

O Governo moçambicano e Renamo continuam em negociações para acabar definitivamente com a crise político-militar.

(LUSA)

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