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Meninas obrigadas a “passar as mamas com pedras quentes ” para que não cresça

A prática africana de pressionar uma pedra quente sobre o peito de meninas na fase da puberdade, para atrasar a formação das mamas, está a espalhar-se pelo Reino Unido, revelou uma investigação do “The Guardian”, que dá conta de dezenas de casos recentes.

De acordo com o denunciado ao The Guardian, são várias as pré-adolescentes de diversos países africanos, e que vivem no Reino Unido, que se sujeitam a esta prática considerada dolorosa, abusiva e fútil.

Segundo o grupo de diáspora ‘Came Women and Girls Development Organisation (Cawogido)’, estima-se que mil mulheres e raparigas no Reino Unido se tenham sujeitado a esta intervenção, que é na sua maioria levada a cabo por mães, tias ou avós.

O objetivo é “quebrar o tecido” do peito, atrasando assim o seu desenvolvimento e impedindo que as jovens raparigas sejam alvos de atenção masculina, abuso sexual e violações.

Médicos e vítimas alertam, contudo, que se trata de uma espécie de abuso infantil, que pode levar a cicatrizes psicológicas e físicas, incapacidade de amamentação, deformações e cancro no peito.

Um responsável da Met Police afirma que as acusações contra estes casos “são muito importantes”. “As pessoas têm de reconhecer estas práticas para aquilo que servem: abusos infantis”, atira.

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