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Estudo revela que pobreza infantil é multidimensional em Angola

Um estudo do Instituto Nacional de Estatística (INE) indica que três em cada quatro crianças com menos de 18 anos em Angola sofrem entre três e sete privações ao mesmo tempo.

A nutrição, água, saúde, prevenção da malária, habitação, saneamento, protecção, educação e informação são os principais direitos de que está privado o grupo de crianças escolhido para o estudo do INE, apresentado em conferência de imprensa esta quarta-feira, 19, em Luanda.

O levantamento, que teve a contribuição do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), revelou que apenas uma percentagem muito baixa de crianças não enfrenta nenhum tipo de privação, situação comparável à que se verifica em países africanos maiores como a Etiópia e a República Democrática do Congo.

A pesquisa concluiu que as crianças com menos de cinco de anos têm mais carências em simultâneo do que as de maior idade.

As privações das crianças são mais notórias no meio rural do que nas cidades.

Além disso, os níveis de escolaridade dos país, os valores antropométricos das crianças mais novas e a participação em actividade laboral das crianças mais velhas são referidos no documento como estando relacionados com as privações experimentadas na maioria das áreas escolhidas para a pesquisa.

“A pobreza infantil é multidemencional, exigindo uma abordagem dos múltiplos sectores para assegurar o bem-estar das crianças em Angola”, refere o estudo.

A deputada da UNITA, Clarice Kaputo, disse que a pesquisa do INE está próxima da real situação da infância em Angola.

A parlamentar considera que o documento é uma chamada de atenção ao Executivo no sentido de aumentar as verbas no Orçamento Geral do Estado para o sector social e muito particularmente para as crianças.

VOA

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