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Ministro do Interior exige do SERNIC mais resultados na investigação criminal

O ministro do Interior, Basílio Monteiro, desafiou o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) a se adequar as dinâmicas da criminalidade que tem estado a investigar e a se engajar no combate ao crime organizado no país. Basílio Monteiro falava aos quadros daquele serviço na abertura do primeiro conselho coordenador do Serviço Nacional de Investigação Criminal que decorre em Nampula desde esta quinta-feira.

No arranque do encontro, Monteiro apelou para uma profunda reflexão sobre os princípios orientadores das acções do sistema de investigação no país.

Basílio Monteiro recordou que a prevenção e o combate a criminalidade constituem aspectos centrais para a manutenção da Ordem, Segurança e tranquilidade públicas e para a boa administração da justiça no país.

“Ao proceder-se a extinção da PIC e a institucionalização do SERNIC, o governo fê-lo ciente da ameaça que a criminalidade organizada e transnacional representam hoje, dado tratar-se de um fenómeno cada vez mais sofisticado e que ultrapassa s fronteiras do estado”, observou o ministro.

Adiante, o governante mostrou-se preocupado com os actos de corrupção no seio daquele subsector, tendo desencorajado tais práticas.

“O SERNIC deve prosseguir a sua missão principal de investigação e instrução de processos-crime com qualidade, guiando-se por elevados padrões de fiabilidade, de proficiência científica e técnica, subordinando-se unicamente aos princípios éticos – normativos”, sublinhou.

Recomendou igualmente que o serviço capitalize a combinação de esforços das suas diversas valências internas e inter-instituicionais, aspectos cruciais na investigação do crime organizado para a descoberta da verdade material.

“O membro do SERNIC deve pautar pelo trabalho em equipa, rigor, celeridade, profissionalismo e eximir-se de praticar quaisquer actos de corrupção”, acrescentou.

O primeiro conselho coordenador do SERNIC, com a duração de dois dias, decorre sob o lema “Por um serviço proactivo de investigação criminal com apoio no cidadão”.

OPAIS