A prática excessiva de exercício físico pode prejudicar a saúde mental

O equilibro é fundamental em diversas situações do dia a dia, inclusive na prática de atividade física. O excesso de exercícios pode transformar o que seria um hábito saudável em um grande risco para a saúde mental como também para o sistema cardiovascular.

Os investigadores concluíram que treinar em excesso pode de facto ter um efeito prejudicial para a saúde mental.

A pesquisa inédita que foi conduzida por investigadores da Universidade de Yale e de Oxford, e publicada no periódico The Lancet Psychiatry Journal, apurou que quem faz exercício físico sofre em média menos dias por mês de má saúde mental, comparativamente a quem é totalmente sedentário.

Os académicos concluíram que a quantidade ótima de exercício físico para a saúde mental equivale a cerca de 45 minutos, três vezes por semana.

Estima-se que em média os indivíduos experienciem 3,4 dias por mês durante os quais são assolados por problemas do foro mental.

Contudo, comparativamente a pessoas sedentárias, quem se exercita reportou vivenciar cerca de 1,5 de dias de saúde mental deficiente mensalmente – uma redução de 43,2%.

Todavia, a frequência da prática de exercício físico é determinante – e os especialistas alertam que ser ativo mais de 30 a 60 minutos, entre três a cinco dias dias por semana, retira os benefícios que acarreta para a mente, sendo até detrimental.

Os autores sugerem que a prática extrema de desporto pode estar associada a caraterísticas obsessivas que colocam esses indivíduos em maior risco de virem a sofrer de problemas mentais.

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