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Cunhado só deve ficar com a viúva (cunhada) se ela o amar

Existe uma prática conhecida como kutxinga, no sul do país, que, numa perspectiva, equivale a levirato ou seja união entre o irmão do falecido e a viúva. A sua ocorrência divide opiniões. Entretanto, domingo quis ouvir as ideias de vovó Ilda Macuácua, residente em Maputo, em torno desta questão.

O seu pontapé de saída na conversa foi determinante. Defendeu que se a viúva nutrir algum sentimento amoroso pelo cunhado “pode ficar com ele. Somente nestas condições, pois estas coisas não devem ser forçadas. Ninguém deve ser obrigado a fazer o que não quer. Isso é perigoso, traz problemas. Sem contar que esse cunhado, na maioria dos casos, tem também a sua antiga parceira, que, geralmente, não aceita partilhá-lo com outra, ainda que seja uma concunhada”, defendeu vovó Ilda.

Mas as dicas não pararam por aqui. A vovó chama também atenção para a importância de se ter em conta o estado de saúde das pessoas envolvidas. Conforme observou, ultimamente muitas das mortes são provocadas por doenças infecciosas, como o HIV-Sida. Assim sendo, “como pessoas civilizadas que somos, devemos verificar a nossa saúde no hospital. Em casos de doenças transmissíveis haverá uma orientação sobre como lidar com o parceiro. Mas acima de tudo, os envolvidos devem ser honestos, abertos”, orientou.

Fonte:Jornaldomingo