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Deve haver acordo em torno de“filhos fora do casamento”

Não são raros os casos em que as mulheres se juntam afectivamente a homens que tenham filhos de outras relações. E é também verdade que muitas dessas mulheres não aceitam pacificamente esses filhos, o que gera desconforto no lar. Para estes casos, a vovó Lídia Nhambeta, residente no bairro da Polana Caniço, avança a seguinte dica: “o ideal seria o homem informar a sua nova parceira sobre essa condição, o que significa que devem dialogar e chegar a um acordo sobre como deverá ser a convivência com essas crianças no novo lar”. Entretanto, defende que os filhos fora do casamento, numa idade abaixo dos 18 anos, devem viver com a mãe biológica ou com os avós maternos, pois “ainda se encontram numa fase em que precisam dos cuidados maternais”, considera.

Em casos em que os homens fazem filhos fora do casamento, a solução é a mesma: “devem informar à mulher, até para evitar situações em que são descobertos comprando enxovais por aí. Tem acontecido isso, e causa muita raiva nas mulheres ofendidas”, diz aos risos.

Mas, brincadeiras à parte, vovó Lídia sistematiza a sua dica, ao afirmar que, após uma conversa franca com a respectiva esposa, o homem deve apresentar os seus filhos à nova mãe, e deve ser“como mãe! Para além disto deve criar condições para que a convivência entre eles seja das melhores”, ao mesmo tempo que apela às mulheres a nunca maltratarem essas crianças, pois poderão perder a razão,“inclusive quando não as aceitam”.

É que para ela o facto de o homem pular, de vez em quando, a cerca e fazer filhos fora da relação, por si só, não deve constituir motivo para a mulher abandonar o lar e/ou terminar a relação. A não ser que ela esteja saturada devido à existência de outros problemas nessa relação. Ainda assim, no que depender da vovó Lídia, “não deve largar, não é motivo para largar”, remata

Fonte:Jornaldomingo