Grupo de cientistas está a treinar ratos para detetar tuberculose

Os ratos capazes de detetar minas terrestres são também capazes de detetar tuberculose. A associação foi feita por um grupo de especialistas que está a testar esta capacidade por parte de ratos, que são utilizados desde 2000 como meio de localizar minas terrestres.

Pelo sucesso em localizar as minas (até 2016 os roedores treinados identificaram mais de 20,000 minas terrestres), Georgies Mgode, cientista especializado em doenças zoonóticas, tem vindo a treinar os ratos para identificar amostras com tuberculose. A necessidade de se encontrar novos meios de identificação desta doença infeciosa deve-se ao facto de as atuais ferramentas de diagnóstico falharem em cerca de metade dos casos impedindo a identificação atempada do problema.

O processo de treinamento dura cerca de nove meses e resulta em roedores capazes de identificar, através do cheiro, os químicos caraterísticos da bactéria causadora de tuberculosa. Do teste resultou uma média de 100 amostras identificadas em 20 minutos, o método mais rápido até então.

Diz o Science News que o maior desafio, face aos promissores resultados, é a aceitação por parte de outros cientistas de que trabalhar com roedores é um bom método. Em abril deste ano, foram apresentados os dados positivos sobre o estudo, estando de momento a aguardar parecer por parte da Organização Mundial de Saúde.

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