Europeus eram todos negros mas deixaram de o ser. Sabe porquê

As mais recentes descobertas dos cientistas têm vindo a deitar por terra a crença de que os europeus originais tinham uma tez muito clara.

Chama-se o ‘Homem de Cheddar’ e é o esqueleto humano mais antigo alguma vez encontrado no Reino Unido, mais precisamente na zona de Cheddar.

O seu estudo por parte de diversos cientistas britânicos, que levaram a cabo uma análise genética ao esqueleto com cerca de 10 mil anos, permitiu descobrir que os europeus originais não tinham a pele tão clara como hoje em dia acontece, mas sim uma tez escura e olhos claros.

“A combinação de uma pele muito escura com olhos azuis não é o que normalmente imaginamos, mas era essa a aparência real” das pessoas há mais de 10 mil anos.

Os especialistas explicam, citados pela BBC, o que esteve na origem da mudança da cor da pele.




Há 150 mil anos, os povos viviam na zona de África. A sua tez era particularmente escura porque a pigmentação era uma forma de proteger a pele da intensidade dos raios ultravioletas. Estas povoações migraram e instalaram-se no território a que hoje chamamos Europa. Devido ao facto de o sol ser menos intenso no hemisfério norte, a pele foi deixando de ter necessidade de ser tão escura, pois os raios solares eram mais fracos.

E assim, gradualmente ao longo de muitos e muitos anos, a pele dos europeus foi clareando. Por essa razão é que os nórdicos têm uma tez muito pálida, um aspeto que se vai alterando à medida que se desce no território europeu em direção ao africano.

“Os estudos indicam que processos evolutivos semelhantes a estes ocorreram também em populações que migraram para o leste da Ásia e da África. Nestes locais também se registaram notáveis mudanças na pigmentação da pele dos indivíduos”, explicou o professor da Escola Nacional de Antropologia e História do México, Víctor Acuña.

O ‘Homem de Cheddar’ não é, aliás, caso único. Segundo a BBC, em 2014 foram analisados fósseis humanos encontrados na zona de Leão, em Espanha. As análises levadas a cabo na época também concluíram que os restos mortais pertenciam a um indivíduo com a tez escura e os olhos azuis claros.

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