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Cientista moçambicano com pés botos corre ‘maratona’ e ganha nova vida – MOZNEWS

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Um jovem cientista moçambicano vai ser sujeito em Portugal a uma operação que lhe vai permitir levar uma vida diferente, corrigindo os pés botos que o marcam desde a infância mas que não o impediram de correr uma “maratona”.

Jacinto Adriano Marthe, de 22 anos, nasceu na cidade de Chibuto, na província de Gaza, e os pé botos têm marcado a sua vida: “Da parte da minha geração não, mas senti alguma discriminação das pessoas mais velhas”, disse à agência Lusa, afirmando que o olhavam como incapaz por causa das pernas.

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O pé boto é uma deficiência genética que leva a que os pés estejam curvados e virados para dentro, impedindo a pessoa de andar normalmente.

“Tenho a expectativa de ficar numa situação melhor e ser capaz de andar como as outras pessoas”, disse.

Jacinto Marthe chamou a atenção ao participar na Maratona da Selva, no Parque Nacional da Gorongosa, onde trabalha, e onde correu os doze quilómetros da prova, participada por 1.400 pessoas.

Por via da associação dos amigos da Gorongosa, as fotografias chegaram a um cirurgião português, Nuno Craveiro Lopes, que se ofereceu para o operar, numa ação financiada pelo Projeto Gorongosa.

No sábado, parte de Maputo para Lisboa e a operação está marcada para dia 19 no hospital da Cruz Vermelha, seguindo-se “três semanas críticas” de pós-operatório, parte de um processo de convalescença que deverá durar três meses.




Jacinto Marthe afirma-se pronto para a oportunidade, lamentando que em Moçambique não haja “registo de casos do género já resolvidos”, o que o levaria a ter menos confiança nos meios que podiam ser usados no seu próprio país.

Durante a recuperação, Jacinto Marthe irá para Coimbra, onde receberá aulas de mestrado na Universidade de Coimbra.

No Parque Nacional da Gorongosa, o mais importante de Moçambique, com mais de 4.000 quilómetros quadrados de savana e floresta e outros ecossistemas, trabalha na área de Paleo-Primatologia.

Jacinto Marthe tinha como sonho original ser médico, mas acabou por entrar na Universidade Eduardo Mondlane na segunda opção, medicina veterinária.

LUSA

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