Desviados mais de 6 milhões de meticais do cofre dos registos e notariados

O Gabinete Central de Combate à Corrupção acaba de acusar quatro funcionários do Cofre Geral dos Registos e Notariado, uma entidade do Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, de desvio de mais de seis milhões de meticais.

MAPUTO- Trata-se de Firmino Gomes, Lúcia Pene, Fernando Mazive e Arão Francisco, acusados de crimes de peculato, corrupção passiva para acto ilícito e abuso de cargo e funções.

As suas acções, segundo a acusação do GCCC, que o Jornal Notícias faz hoje referência, culminaram com o desfalque de seis milhões, 515 mil e 571 meticais do Cofre Geral dos Registos e Notariado.

Para lograrem os seus intentos, o GCCC aponta na sua acusação que os quatro funcionários recorreram ao uso de cheques, falsificação de documentos e uma conta criada exclusivamente para drenar fundos da instituição.

Os acusados, conforme reportam os autos, abriram a referida conta fantasma com um nome semelhante ao que vem sendo usado pelo Cofre Geral dos Registos e Notariado, para onde canalizavam grande parte da receita institucional.




Uma vez depositado o valor na conta fantasma, os quatro funcionários dividiam o dinheiro que, em condições normais, deveria ter sido depositado na conta da instituição. Com este esquema, lesaram o Estado em mais de seis milhões de meticais.

Segundo o Jornal Notícias, este esquema desenrolou-se durante muito tempo até que recentemente foi denunciado pela direcção do Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos ao Gabinete Central de Combate à Corrupção que, depois de uma aturada investigação, concluiu terem sido desviados valores, facto que resultou na presente acusação.

Uma vez acusado o processo pelo GCCC, o mesmo foi remetido ao Tribunal Judicial do Distrito Municipal KaMpfumu, na cidade de Maputo, para efeitos de julgamento, que deverá acontecer dentro em breve.

Folha de Maputo