Xidiminguana no cartaz e praia da Costa do Sol novo palco

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Festival Marrabenta inicia no dia 2 e terminará no dia 5 de Fevereiro

Está a portas, o Festival Marrabenta. Por essas alturas, vários amantes da música popular moçambicana já estão a preparar os seus instrumentos: vozes para gritar, palmas para aplaudir, pernas para dançar e paladares para saborear a bebida de “ukanyi” (feita através da fruta de canhu, abundante nesses tempos).




Sim, menos de um mês separam-nos da festa que celebra o ritmo mais executado na zona sul do país e, ao mesmo tempo, os heróis moçambicanos (que são também os célebres artistas) e, já em Marracuene, a tradicional cerimónia de Gwaza Muthini que este ano atinge o ano 122




Além da Vila de Marracuene, Centro Cultural Franco-Moçambicano e Estação dos CCFM – espaços já habituais –, o festival leva um dos embondeiros da música moçambicana à praia da Costa do Sol. É evidente que o mar vai clamar pela sua presença, mas Xidiminguana pretende mergulhar só no palco que estará mesmo ao lado do Mercado de Peixe. A par de outros artistas, que a organização não achou prudente revelar os nomes agora, Xidiminguana vai actuar no dia 3 de Fevereiro, como que a dar continuidade das celebrações do ano passado, em que os seus mais novos celebraram 80 anos de vida. E Matalane? A eterna casa de Malangatana não está descartada, mas vai ter que aguardar, pois só a meio do ano vai acolher, verdadeiramente, as celebrações dos anos do festival com uma programação transversal. Lançamento de um livro e a gravação de um DVD entram no pacote.

Mas o evento não se reduz ao dia 3. Um dia antes (2) até o dia 5, a marrabenta, claro, e as suas múltiplas metamorfoses vão animar o público de Maputo e Marracuene.

E não se pode, de facto, isolar o ritmo mãe do pandza, afro-jazz e outros sub-ritmos. Por isso, a título de exemplo, ano passado, foi consensual a presença de Jimmy Dludlu, Team Sabawana e República do Pandza no palco do Franco.

Mas esta não é a única novidade. O evento, este ano, como que a provar o seu amadurecimento, alia-se à camisola da selecção nacional e faz a sua própria marca. A camisola 10 (dos 10 anos) será vestida pelo jogador designado “Festival Marrabenta”. Ou seja, todos que vão aderir a marca estarão a jogar no ataque, prestes para marcar o golo. E o golo, nesse caso, é o acesso ao festival. Mas não só, ainda na praia da Costa do Sol, já no último dia do evento está reservado um evento infantil, por isso designado “marrabetinha”.




Festival marrabenta: 10 anos de história

A celebrar 10 anos de existência, o Festival Marrabenta “compreende que tem estado a contribuir para a preservação deste género musical quanto um ritmo presente em diversos momentos da história de Moçambique. Aliás, o Festival Marrabenta tem dispertado a consciência de vários segmentos da sociedade (singulares e instituições) sobre a capitalização do poder da marrabenta na mobilização popular, bem como, na promoção da cidadania”, lê-se no comunicado do festival.

Uma das marcas deste evento é o comboio-marrabenta, que viaja a vila de Marracuene para, também, celebrar passagem da Batalha de Gwaza Muthini, em que se evoca a resistência anti-colonial que opôs guerreiros comandados por Nwamatibyana, Zihlahla, Mahazule, Mulungu e Mavzaya ao exército colonial português, em 1895.

Fonte:O pais




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