O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, defendeu hoje a paz como condição para superar os desafios económicos que Moçambique atravessa

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Manifestando novamente a abertura para se encontrar com o líder da Renamo, principal partido de oposição.

Falando durante uma cerimónia de Natal e ao final do ano na residência oficial da Presidência moçambicana, Filipe Nyusi desafiou os moçambicanos a continuarem a trabalhar para a paz e unidade nacional, com vista à estabilização da economia e atração de investimento estrangeiro.




“O povo moçambicano já venceu desafios maiores, porque agiu com confiança e determinação”, declarou o chefe de Estado moçambicano, que prevê que a situação económica do país comece a melhorar em 2018, voltando a registar um crescimento anual de 7%, após estimativas de 4% em 2016 e 5,%% em 2017.

Ao analisar o ano de 2016, o Presidente moçambicano assinalou que a conjuntura que o país atravessa obrigou o Governo a tomar medidas fiscais “que nem sempre são bem recebidas”, mas que visam melhorar a vida dos moçambicanos.

“Momentos difíceis como este requerem decisões corajosas”, observou o chefe de Estado, que voltou a destacar a necessidade de o país apostar na produção nacional.

Insistindo na conclusão do seu discurso, na segunda-feira no parlamento moçambicano, o chefe de Estado moçambicano repetiu que o estado da nação é “firme” e apresenta sinais de melhoria para o próximo ano.




“Vamos trabalhar para manter o país no caminho do progresso, em paz e em crescimento”, afirmou Nyusi, reiterando a sua abertura para se encontrar com o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, e resolver o impasse político que opõe o Governo e a principal força de oposição em Moçambique.

Além da crise política e militar, Moçambique atravessa desafios económicos, um período marcado pelo aumento do custo de vida, desvalorização do metical, aumento da inflação, suspensão do apoio externo, redução de investimento estrangeiro e as consequências das calamidades naturais, que deixaram 1,5 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar.

Fonte:Noticias ao minuto




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