Os países lusófonos africanos não podem esperar que toda a gente lhes pague tudo

43

Os países lusófonos africanos “não podem esperar toda a vida que toda a gente lhes pague tudo”, disse a professora do ISEG nas vésperas da quinta edição do Fórum Macau, salientando que a crise económica que afeta os produtores de matérias-primas obriga a uma diversificação da economia e a olhar para exemplos regionais de aposta noutras áreas da economia.




“Devem olhar para a experiência da China e também dos países árabes, alguns tinham o mesmo problema, o petróleo brotava facilmente e de repente começaram a fazer cidades fantásticas, e esse modelo tem de ser seguido pelos países africanos, não vão esperar toda a vida que toda a gente lhes pague tudo”, defendeu Fernanda Ilhéu, exemplificando com a realização dos All African Games por Moçambique, em 2011.

“Esses jogos foram praticamente pagos 50%/50% pelo governo chinês e português, porque Moçambique quis fazer os jogos, e foi com certeza bom ter feito, mas depois não havia dinheiro. E de onde veio o dinheiro? De empréstimos, de construção, nomeadamente da China, que fez o novo aeroporto de Maputo, o estádio, estradas à volta, e toda uma condição de infraestruturas e ainda cerca de 150 casas perto do estádio para serem usadas pelos empregados mas que acabaram por ser os escritórios da comissão organizadora dos jogos”, lembrou a professora do ISEG, que viveu 18 anos em Macau.




Fonte;Noticias ao Minuto

você pode gostar também Mais do autor

Os comentários estão fechados, mas trackbacks E pingbacks estão abertos.

Copy Protected by Chetan's WP-Copyprotect.