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O escritor moçambicano Mia Couto manifestou-se hoje contente com a indicação de António Guterres como favorito ao cargo de secretário-geral da ONU.

O escritor moçambicano Mia Couto manifestou-se hoje contente com a indicação de António Guterres como favorito ao cargo de secretário-geral da ONU.
outubro 06
21:28 2016

Por ser “alguém de língua portuguesa”, mas considerou que a máquina que vai herdar “está descredibilizada”.

O escritor referiu que se Guterres for formalmente indigitado secretário-geral da ONU pode eventualmente ajudar a resolver conflitos como o confronto armado que existe em Moçambique e que opõe o Governo e a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), caso seja pedida uma intervenção das Nações Unidas.




Eu acredito que essa presença pessoal e a ligação que ele tenha e a maneira como os países africanos olham para ele, nem que seja uma maneira romântica de olhar, mas que olham como um parceiro, pode ajudar a resolver um conflito particular”, disse.

No entanto, advertiu: “Ele é apenas uma pessoa lá e há uma máquina que ele vai herdar e ele vai ter que mexer nela, é uma máquina que está descredibilizada, que foi secundarizada em grandes conflitos e que nem sempre é o melhor modelo de democracia e transparência”.

O antigo primeiro-ministro português António Guterres foi na quarta-feira indicado como favorito para secretário-geral da ONU pelo Conselho de Segurança à Assembleia-geral, que deverá aprovar o seu nome dentro de alguns dias.

O escritor, vencedor do Prémio Camões 2013, distinguiu também o confronto em Moçambique de “outros conflitos em que blocos de interesses se digladiam”, considerando que nestes casos será “quase um milagre” se António Guterres conseguir intervir.




No atual contexto mundial, considerou, pode colocar-se em causa a própria designação da ONU.

“As nações deixaram de mandar em si mesmas, há forças que controlam as nações, há nações que se imaginam elas próprias tendo o papel da ONU, que são os polícias do mundo e acham que têm esse direito”, disse.

Questionado sobre se África deveria ter um assento permanente na ONU, Mia Couto considerou que “era essencial [o continente] ter uma maior representatividade no Conselho de Segurança”, defendendo que “qualquer coisa tem de ser alterada” num órgão que “tem de resolver situações de conflito militar e no qual estão representadas as maiores potências produtoras de armas”.

Fonte:Noticias ao Minuto

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donaldo jalane

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